Queria ser aquela família que largou tudo e foi viajar…

Oi pessoal, ficamos felizes com a repercussão que a matéria do R7 teve e dos nossos amigos ficarem felizes pela gente. Mas depois que lemos a matéria achamos que ficou tudo bonito demais… As fotos, os sorrisos, a história, então achamos melhor fazer um reality check:

1 – Grana é importante!
Eis que para viver aventuras são necessárias: regras! Regras são regras, mesmo quando vc mesmo faz as suas. Planejamento financeiro era uma delas. Antes de sair de viagem, a gente combinou que deveríamos ter no mínimo 3 meses de salário na conta corrente para poder fazer essa mudança.

Então juntamos uma grana boa que bancaria 3 meses em Londres, uma cidade super cara. Esta mesma grana rende muito mais em quase qualquer país da Europa. A gente vive com pouco, mas nos sentimos super ricos, porque sabemos que somos mesmo em relação a uma parcela gigantesca da população. Depois falamos em mais detalhes sobre planejamento financeiro.

Aliás, estamos aceitando freelas, meu povo! Se o pagamento for em Bitcoin melhor ainda! 🙂

Dá para viajar sem gastar quase nada. Deve ter muita gente fazendo isso por ai. Mas nós não seguimos essa mentalidade o tempo todo, porque senão iríamos nos privar de muitas coisas. A gente gosta de comer coisas diferentes de pão e queijo, por exemplo. Comprar bicicleta não sai de graça e por ai vai…

2 – O custo não é só financeiro.

Viajar, e viver na estrada é viver quase em constante incerteza. E isso não é sempre confortável, a gente tem se adaptado bem, mas tem horas que aperta.

Um post que eu gosto bastante fala bem sobre as vantagens e desvantagens de morar fora. Elas também são bem verdades pra gente também: http://www.ducsamsterdam.net/vantagens-desvantagens-morar-fora/

Da minha parte (Verônica) devo dizer que é bem sofrido deixar famílias e amigos cada vez que a gente se muda. Tudo bem que o mundo é super conectado, rola skype e facebook, mas eu não pude estar em Brasília quando minhas sobrinhas nasceram, não acompanhei de perto a gravidez das minhas cunhadas… Deixei de abraçar vários amigos durante muitos momentos especiais… E deixei de ser abraçada quando eu precisava muito também.

E quanto a educação da Alice, ela está neste momento em uma escola aqui na Espanha, aprendendo espanhol e odiando bastante o dever de casa. A gente tem muita vontade de fazer um método de educação em casa e acreditamos que é isso que faremos no futuro, mas por enquanto, por muitos motivos que eu vou enumerar em um futuro post (se vcs tiverem paciência pra ler, descobrirão) ela está indo pra uma escola aqui. Enfim, tem mais um monte de coisas que eu quero falar sobre isso, e essa é só mais uma das áreas que a gente tá na base da tentativa e do erro.

Da parte que é verdade, sem tirar nem por: WWOOF é legal pra caramba, eu super recomendo e viver com menos também, SE vc for esse tipo de pessoa.

Resumão final:

Se vc leu até aqui (parabéns por não ter ido navegar em outro site mais interessante da internet), por favor, não deixe as fotos te enganarem (casal de fotógrafos E publicitários, lembra?). Essas são as NOSSAS escolhas e a gente gosta delas. Não sabemos onde tudo isso vai dar, e definitivamente não nos sentimos confortáveis na posição de ser inspiração pra ninguém. Essa parte fica por conta e risco de vocês, ok?

Se quiserem saber onde esta viagem vai parar, sigam a gente porque a gente também não sabe.

 

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Comments

  1. E aí pessoal,
    Tudo bem?
    Conheci o site de vocês hoje pelo Vagabundo Profissional. Muito legal essa sinceridade e parabéns pelas escolhas e os caminhos que estão traçando. Planejo algo parecido para o ano que vem, relacionado com viagens e cervejas artesanais. Mas o projeto ainda é uma sementinha que cresce a cada dia.
    Suerte!!!
    Edson Carvalho jr

  2. Parabéns pelo blog e pela coragem de se jogar no mundo. Eu e minha mulher estamos em Dublin há 6 meses e estamos experimentando algumas das experiências que vocês estão tendo. Uma dúvida: Vocês todos tem passaporte europeu ? Infelizmente isso é um dos grandes empecilhos para brasucas sem familia européia… Lembranças brasileiras, da Irlanda!

    1. Author

      Oi Leonel, Na verdade o Rodrigo e a Alice tem passaporte italiano. Eu fico na aba deles com o meu brasileiro “dependente de cidadão europeu”…

      Essas linhas imaginárias que cortam o mundo e criam um monte de regras idiotas são um saco gigantesco mesmo…

      Um grande abraço quentinho desde España!

      1. É, cidadania facilita muito. Mas de qualquer forma existem outras maneiras. O wwoof, por exemplo, não deixa que existam pagamentos justamente por questões trabalhistas e de visto. Neste sentido, o Voluntariado é uma boa alternativa.

        Conheço algumas pessoas que ficaram alguns meses no continente e quando o visto esta para espirar vão para outros países (Turquia parece ser uma ótima opção) passam um tempo por lá e voltam. Dá uma pesquisada… Tudo que fizemos desde que saímos de Londres, em junho, poderia ter sido feito só com passaporte brasileiro.

        1. Olá Rodrigo, Veronica e Alice…. 🙂

          Gratidão por dividir a história de vcs conosco, no mínimo inspiradora!!!!
          Pretendo sair do Brasil e seguir esse caminho do Wwoof…
          Estava justamente pesquisando sobre vistos e tudo mais e como não tenho cidadania acredito que o caminho seja esse que o Rodrigo comentou, a cada três meses mudar de país, consequentemente de fazenda…

          Uma pergunta Rodrigo, por parte dos fazendeiros não tem problema ter visto de turismo né? Sendo acordado que ficaremos pouco tempo em cada local, eles não nos pedem visto de trabalho né?

          Desde já agradeço, fiquem com Deus e continuem a serem felizes, apenas isso…

          Obs: Alice será o nome da primeira filha 🙂

          abração!!!

  3. Veronica,gosto muito de ler sobre tudo que escreve contando a vida que estão levando.
    Muito legal mesmo…Acho fascinante!…Que bom que Alice está tendo a oportunidade de crescer
    aprendendo coisas verdadeiras e longe desse mundinho consumista.Isto já vale todo sacrificio.
    Imagino que não deve ser fácil,mas muito gratificante a vida que estão levando.Quanto ao plano “Z”,deixe ele como “Z” mesmo.

    1. Author

      Oi Lucia, obrigada por nos acompanhar. 🙂 Também gosto de poder ficar longe do mundinho consumista eu mesma. Fica mais fácil ignorar um monte de coisas inúteis mas que nos iludem que elas carregam a felicidade quando não se tem televisão, e quando estamos longe de grandes centros comerciais. Beijos!

  4. heeey, também cheguei aqui pelo site Vagabundo Profissional, e amei, eu amo histórias reais de pessoas corajosas, que sabem que nem tudo são flores e curtição na europa, mas mesmo assim estão tentando *-*

  5. Meu nome é pree, gosto muito do que vcs estao fazendo, orgulhinho, pq it takes some balls, e quero um cartao postal feito pela alice. ♡ rs

  6. Adorei a matéria, mas amei o blog e a honestidade de vcs! Eu não conseguiria levar essa vida tão desapegada e cigana, ainda mais sendo uma boa canceriana, mas quero ter a coragem de vcs para mudar de vida e também aprender a viver com menos. Estou no caminho! Felicidades pra vcs, vou continuar acompanhando as aventuras e aprendizados! Bjs

  7. Oi, gente. vocês são demais. Amo vocês e você sabem disso. Outra coisa que eu gosto é de sopa.

  8. Oi Ve e Ro!!!!
    Nossa adorei o post de vcs e passei aqui pra deixar registrado o quanto eu amo vcs 3!!!! E to morrendo de saudades de visitar vcs e tomar um cha, um vinho e jogar uma conversa fora…
    A vida em Londres fica muito chata sabendo que vcs nao estao mais por aqui =/
    Um beijo e qualquer dia desses vou fazer uma visitinha!!!! xx

  9. Mesmo sem ter vontade de viver assim, e acho que eu não conseguiria, de verdade!! Eu admiro a ousadia e a forma como vocês expõem isso… muito legal e inspirador! O desapego ao materialismo é algo que tenho tentado buscar e realmente quanto mais praticamos, mais ele se torna fácil, meio que um estilo de vida mesmo. Mas infelizmente ou felizmente, todos precisamos trabalhar rsrs e eu como advogada nunca poderia ter esse estilo de vida. Mas eu admiro vocês, aproveitem o dinamismo de suas profissões e sejam muito felizes! Por sinal cheio de qualidade o trabalho de vocês..curti! Boa sorte de mais uma brasiliense que viu a matéria no R7 😉

  10. Oi casal,
    é um prazer conhecer mais gente que segue esse estilo de vida e viagem. Eu e meu marido já largamos tudo uma vez e viajamos por 5 meses. A grana acabou e voltamos pra casa. Os projetos eram outros e acabamos não trabalhando pelo caminho.

    Desde que voltamos pro Rio só pensamos em ir embora novamente. Mudamos o nosso estilo de vida, estamos juntando dinheiro, mudando de carreira para ficar o mais freelancer e online possível (e isso inclui o nosso blog)… como você disse, MUITO planejamento antes de simplesmente fazer a mala e pegar o avião. rs

    Depois de algumas tentativas, conseguimos um emprego no Oriente Médio e estamos nos mudando de mala e cuia pra Arábia Saudita. A previsão é não voltar mais… rsrs de lá, partir pra outro país e outro país e outro país……. Quem sabe não nos encontramos na estrada? E quando quiserem conhecer um dos países mais fechados do mundo, podem nos visitar. 🙂

    Vou acompanhar de perto seu blog a partir de hj, até pq no futuro quem vai carregar uma criança pra cima e pra baixo seremos nós.

    Um abraço!
    Debora

    1. Author

      Oi Debora,

      Muito legal seu blog! Boa sorte pra vc e pro seu marido na sua futura jornada! O que vcs vão fazer no Oriente Médio? Seria muito legal se nos encontrássemos no caminho. Vou seguir o blog de vcs também, assim mantemos contato.

      Grande Abraço.

  11. Nossa, que delícia o blog de vocês! Ando lendo muito sobre largar tudo e viver uma vida mais desprendida do consumismo!

    Minha irmã mora na Nova Zelandia. Tem 4 filhos (10, 8, 6 e 1,5 anos), e os mais velhos estudam em casa no esquema Home Schooling. Ela se encontrou. Espero que você se encontre também!

    Boa sorte!

    🙂

    1. Author

      Oi Tatiana,

      Que legal! Sua irmã tem blog ou dicas de como ela faz homeschooling? Tenho lido bastante sobre o assunto por 3 anos e adoro saber como é o dia a dia de outras famílias que fazem o mesmo. Boa sorte na sua jornada!

  12. Olá,

    Acabei de conhecer a história de vocês, li o post no “Vagabundo Profissional” e achei fantástico, parabéns pela coragem de vocês.

    Mas gostaria de poder acompanhar melhor as aventuras de vocês, mas o link do Facebook (no site de vocês) não está dando certo.

    Vocês tem algum outro Facebook para poder acompanhar vocês?

    Obrigado e sucesso!

    Abraço.

  13. Incrível!

    Adorei saber da experiência de vcs, tenho lido e acompanhado mais gente que anda fazendo isso de viver com menos e montado na bike mundo afora porque esse é um projeto que pretendo por em prática na minha vida também!

    É como alguém disse nos comentários, uma sementinha que vai crescendo a cada dia e descobrir vcs me ajudou a regar essa plantinha 😉

    Sorte, saúde e sagacidade pra vcs sempre!

  14. Gente, parabéns pela iniciativa, é realmente inspiradora! Estou na fase do planejamento, olhando wwoof e workaway, e o que mais me amedronta são essas barreiras do visto. Vi alguns comentários acima sobre como “driblar” essas burocracias, e tenho que perguntar: vcs tem alguma dica ou sabem de relatos de quem já esteve nessa mesma situação?
    Obrigada, e continuem assim!!

  15. Rodrigo e Verônica, muito bacana a história de vocês. Sou repórter de comportamento do jornal ESTADO DE MINAS, de BH, e estou fazendo uma matéria pro início do ano sobre desapego. Queria muito contar com um relato de vocês. Podem entrar em contato pelo e-mail carolinacotta.mg@diariosassociados.com.br????
    Obrigada

  16. Olá Rodrigo e Verônica, tudo bem? Fiquei sabendo da história de vocês a pouco tempo e tenho que dizer que a algum tempo planejo fazer algo parecido, mas começarei pelo Brasil. Sou apaixonado por esta ideia de ter uma vida mais simples e estar sempre me locomovendo, sem saber o que pode acontecer no dia de amanhã. Sei de todos os riscos, sei que não são só rosas, mas pretendo passar este ano de 2014 viajando pelo Brasil inclusive me utilizando do WWOOF e do workaway. Me identifiquei muito com a história de vocês e espero algum dia fazer isto em outros países. Um forte abraço e tudo de bom para vocês e sua linda filha!
    André.

  17. Cheguei aqui quando tava viajando no site Hypeness e sabe o que é legal nisso ai? É tu ver uma história dessa, de gente que foi viver a vida que queria e essa gente não ser uns doidos da Rússia – talvez – e sim brasileiros! Admiro pra caramba quem vai e faz, quem faz o que quer sem se apegar a esse sistema – lixo – que nos dizem como devemos ser, do que gostar, onde ir, etc, curti pra caralho (desculpe!) a história, o blog, o jeito de pensar e o jeito de levar a vida que vocês gentilmente compartilham conosco. Certamente, ‘futricarei’ muito esse blog aqui. Vocês são demais!

  18. Olá, Verônica, Rodrigo (e Alice)!
    Cheguei até aqui através de um link compartilhado no Grupo Nômades Digitais, do Blog 360 Meridianos, e estou encantada com a garra e a coragem de vocês! E também com a pitada de realidade que deram com esse post – ainda vou ler os outros.

    Eu e meu marido (também Rodrigo) somos profissionais servidores públicos aqui no Sul e nossas áreas de formação se encaminham para opções mais livres de trabalho – turismo e TI – tanto que estamos pesquisando e aos poucos tomando conhecimento dessa forma de vida e trabalho. Temos uma meta de alguns anos e nesse meio tempo planejamos fazer um bom pé de meia, pesquisar e nos candidatar a freelas, tudo muito com os pés no chão, graças à tantos blogs, o de vocês inclusive, que andam relatando experiências e dando a realidade para o pessoal.

    Acho que desapegar não é fácil, abandonar a família e os amigos também deve doer um pouquinho, e mudar de estilo de vida, nossa, mais complicado ainda. Há que se ter muita coragem e empenho, determinação e estar preparado para errar mais que acertar.

    Vocês falam muito claramente sobre isso, acho que é assim mesmo, errando e acertando. As experiências todas são bem vindas, e quanto mais estivermos abertos para o novo, para o diferente e para as adversidades, então estaremos pronto pra tudo.

    Espero que o projeto de vocês continue dando certo, que a Alice cresça conhecendo a diversidade linda que há nesse mundo, que vocês consigam encontrar o melhor caminho e que continuem compartilhando com a gente essas descobertas… Quem sabe um dia não nos cruzemos por aí!!!

    Muita sorte pra vocês!!! E um beijinho na Alice!!!

  19. Demais seu blog, estou pensando seriamente em entrar nessa vida, ao menos ir para uma fazenda, eu dei uma olhada nos outros sites que vocês recomendaram, tudo maravilhoso (siiim eu li a parte dos perrengues) tanto que deve fazer umas 2 horas e meia que estou leeendo, leeendo, leeendo…. Parabens! e eu baixei o App que a Alice joga KKKKKKKKKKKKK preciso melhorar meu inglês… quem sabe ele me ajuda Hahahaa. Família linda! Beijooo Grande.

  20. Meu. Pulo a parte de comentários efusivos sobre a lindeza da coragem de vocês. Também saí do Brasil com o maridón. A gente tem uma banda e queria cair na estrada. O povo pergunta: deu certo? está dando certo? Eu me pergunto: mas o que é dar certo? É chegar, parar, consolidar? Pra nós, o mais massa e desafiador da experiência – que, com seus mil percalços e belezas, ainda está rolando, siempre :))) – é justamente termos a oportunidade de aprender, aos poucos, sustos e saltos, a viver em movimento, dançando mais com o mistério e a oferta presente da vida. A gente ainda não tem fiote, mas, quando ele vier, vai entrar na dança também. Um grande, grande beijo a vocês. (ps. agora, com a parte efusiva: sigam compartilhando sempre, o lindo e o feio, por favor. sagas como as de vocês são que nem história de amor: inspiram bons ventos, e mais histórias, e mais amor… :)))

  21. Olá, gostei muito do blog de vcs e acho incrivel a vida que vocês levam. Sua filha vai ter muitas histórias para contar quando for mais velha, sem falar na bagagem cultural que ela já tem.
    Bom, sei que deve ser uma dúvida que provavelmente aparece muito e é meio chata, mas é muito comentário para ler, rs. Como vcs vivem na europa? Quero dizer, vocês trabalham em algo que traga um retorno financeiro?(pois wwff é trabalho voluntario) E outra coisa, como vocês fazem para passar tanto tempo na europa em relação ao visto? E so mais uma: como voce conseguiu matricular sua filha na escola? Ela tem cidadania europeia? Se sim, como voces conseguiram isso?
    Bjos 🙂

    1. Oi Raquel,

      Eu continuo trabalhando. Bem menos do que trabalhava antes, é verdade, mas tento trabalhar o mínimo para cobrir nossos custos. Em setembro a gente “quieta o faixo” e eu quero ver se consigo fazer uma análise legal de todos os custos. Sobre escola e visto, eu tenho Cidadania Italiana, o que facilita muito. Tem gente que faz este esquema sem cidadania mas é mais complicado. Tem ficar 3 meses em um país, ir pra outro, sair da união europeia, por ai vai. É mais chato, mas rola.

      1. Ah, bom, entendi! Obrigada Rodrigo. Tudo de bom para vcs! 😉 s

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